• 14/07/2014
  • Kazuo
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Linkin Park: o novíssimo “The Hunting Party”.

Linkin Park “The Hunting Party” (Warner/2014): o norte-americano Linkin Park acaba de disponibilizar seu mais novo álbum “The Hunting Party”, o sexto trabalho de inéditas de sua carreira. Representante da nova geração de bandas figurando no mainstream rock mundial, o Linkin Park surgiu a pouco mais de dez anos. Seu álbum de estreia foi “Hybrid Theory” (2001) que obteve surpreendente repercussão comercial com os hits “In The End” e “Crawling”. Surpreendente pelo fato do Linkin Park utilizar-se de vozes agressivas e guitarras pesadas.

Linkin Park (Foto: divulgação)

O som do conjunto mesclava partes eletronicas e vocais hip hop a uma sonoridade tipica do fim dos anos 90 e descrita como “new metal” ou “alterna metal”. As bandas assim descritas fundiam o uso de timbres pesados do metal a novas influencias musicais. O Linkin Park era uma banda caçula dentre Korn, Limp Biskit, Rage Against The Machine e até mesmo o Machine Head, que naquela época moldou sua sonoridade em direção a tendencia que estava em alta.

O caldeirão de influencias do Linkin Park era eclético, tendo o Nine Inch Nails entre elas, uma vez que o conjunto se notabilizou por executar ao vivo uma boa versão de “Wish”, originalmente gravada pelo conjunto de Trent Reznor. Com o propósito de afirmar-se no mercado, os álbuns do Linkin Park sempre traziam momentos passiveis de serem assimilados pelo mainstream.

O segundo álbum “Meteora” (2003) trouxe “Faint”, “Numb” e “Breaking the Habit”, que se tornaram hits mundiais. Realizando turnês pelo planeta e dispondo lançamentos constantes, o último álbum de estúdio da banda foi “Living Things” lançado em 2012. A banda também granhou uma ótima exposição ao ter algumas canções vinculadas aos filmes da série “Transformers”, sendo que “New Divide” tornou-se um hit mundial.

The Hunting Party.

O tracklist de “The Hunting Party” abre de forma incandescênte e energética com “Keys to The Kingdom”. Chester Bennignton alterna suas linhas vocais com as vozes de Mike Shinoda (sintetizadores, guitarra). Logo depois temos “All For Nothing” inciada por um bom riff, sendo que a canção trás participação de Page Hamilton, do pouco lembrado Helmet. O refrão é marcante e o trabalho com diferentes linhas vocais torna a canção diferenciada.

“Guilty All The Same” foi uma das primeiras faixas divulgadas antes do lançamento do álbum. A canção mostra melodias dobradas da guitarra de Brad Delson explorando melodias surpreendentes de guitarra além da participação do rapper Rakim. Logo depois temos a vinheta “The Summoning” que leva a ótima “War”, canção que se propaga na forma de um hardcore (!!!). Um inicio mais eletronico introduz “Wastelands”, conduzida por uma levada dançante e um refrão grudento.

“Until It’s Gone” trás melodias inconfundiveis dos sintetizadores e uma carga dramática, algo na linha dos hits “In The End” e “Numb”, é o segundo single do álbum e já ganhou vídeo de divulgação. Temos ainda a ótima “Rebellion”, com participação especial de Daron Malakian (guitarra/System of a Down), “Mark The Graves”. Além da inesperada instrumental (e experimental) “Drawbar” com Tom Morello (guitarra/Rage Against the Machine). Constam ainda “Final Masquerade”, divulgada pouco antes do lançamento oficial do álbum, e o desfecho com “A Line in The Sand”.

“The Hunting Party” é um álbum acima da média. O Linkin Park segue realizando a fusão de influencias diferentes, mas ainda assim passivel de ser executada a partir do tradicional baixo/guitarra/bateria. Sua sonoridade atual porém soa de forma madura e o Linkin Park desenvolveu sim um estilo muito próprio. A banda precisa ser respeitada por ter chegado ao grande mainstream e ali estar se mantendo. Os garotos cresceram!

Veja o vídeo de divulgação de “Until It’s Gone”:

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