• 10/06/2017
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Blondie: “Pollinator” (2017)

Blondie “Pollinator” (BMG/2017): o novaiorquino Blondie lançou “Pollinator” seu novo álbum de estúdio disponibilizado no início do mês de maio. O conjunto segue mantendo seu núcleo criativo original com Debbie Harry (voz), Chris Stein (guitarra) e Clem Burke (bateria).

A formação atual do Blondie (divulgação)

Pertencente a cena punk de Nova York (EUA) da metade dos anos 1970, o Blondie trafegou entre o citado estilo e a chamada new wave dos anos 1980. Seu álbum de estreia “Blondie” de 1976 completou 40 anos de lançamento no ano passado, sendo que a banda foi fundada em 1974.

A primeira fase do Blondie se estende de 1974 a 1982 com a falência de sua gravadora, a antiga Chrisalys Records. A geração atual descobriu o conjunto quando foi reativado na metade dos anos 1990, algo que culminou no lançamento de “No Exit” (1999), do qual foi extraído o single de sucesso “Maria”.

Desde então o conjunto lançou “The Curse of Blondie” (2003), “Panic of Girls” (2011) e o antecessor de “Pollinator”, “Ghosts of Download” (2014).

Pollinator

O tracklist abre com o Blondie mostrando sua face rock na acelerada “Doom or Destiny”, com participação especial de ninguém menos que Joan Jett, ex-The Runaways. A inconfundível levada dançante do projeto sonoro da banda surge em “Long Time”, lançada previamente como single.

Seguimos com “Already Naked” que apresenta um momento mais cadenciado, antes da dançante “Fun” primeiro single liberado em fevereiro. A levada rocker ressurge em “My Monster” com grande participação de Johnny Marr, guitarrista do lendário The Smiths.

Prosseguimos com “Best Every Day”, com os sons dos sintetizadores em “Gravity”, muito próxima das sonoridades dos anos 80. Há ainda a balada “When I Gave Up on You”, “Love Level”, “Too Much” e o encerramento com a ousada e longa “Fragments”, desenvolvendo-se em quase 7 minutos.

Debbie Harry nos anos 70 (reprodução)

No Brasil o Blondie parece algo esquecido, lembrado só por quem curtiu seus hits nos anos entre os anos 1970 e 1990. Em meio a um público de rock predominantemente masculino e tantas militantes ditas “feministas”, o Blondie parece passar batido. O culto a Debbie Harry é para poucos!

Cotação: acima da média

Veja o vídeo de “Long Time”

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